Português · Módulo 8

Modalização

Marcas de modalização em uma carta aberta

Assédio online, carta aberta da Plan International, modalização e recursos linguísticos em textos de reivindicação.

Estudo da língua

Estudo da língua

A imagem representa o temor provocado pelo assédio on-line nas redes sociais.

Para refletir

  1. Que atitudes poderiam ser tomadas pela sociedade para evitar, ou diminuir, o assédio on-line?
  2. Quais medidas deveriam ser criadas pelos órgãos responsáveis para punir esse tipo de assédio?

A forma composicional e o conteúdo de uma carta aberta

A internet está presente na vida de quase todo mundo e trouxe novas formas de comunicação: buscadores, e-mail, redes sociais, videoconferências etc.

Também tem limitações: no Módulo 7, estudamos buscadores; nos Módulos 4 e 5, analisamos textos sobre regulação das redes sociais e lemos uma carta aberta de meninas que exigiam medidas contra a violência on-line.

A carta aberta é um documento público usado para manifestar protesto em relação a questões sociais coletivas. Precisa ser enfática e convincente para sensibilizar a opinião pública — e aí entra a força da modalização.

Nestas aulas, a carta aberta trabalhada no Módulo 4 volta a ser transcrita para estudarmos estratégias de modalização discursiva, de argumentação e os efeitos de sentido desses recursos em textos reivindicatórios.

Jovem de cabelo claro, expressão séria.
Jovem negra, tranças, braços cruzados.
Jovem indígena, pintura facial, colares.
Jovem sentada na relva, a sorrir.

Ensino Fundamental — Anos finais · 9º ano

Carta aberta

Prezados Instagram, Facebook, TikTok e Twitter,

Representamos 14.000 meninas de 22 países que falaram com a Plan International sobre o assédio nas redes sociais. Pedimos, com urgência, que trabalhem conosco para acabar com o abuso on-line.

As redes sociais são parte central do nosso dia a dia: usamo-las para nos conectar e liderar movimentos sociais — mas hoje não são seguras.

  • Cerca de 50% das meninas enfrentam mais assédio on-line do que nas ruas.
  • 42% das que sofrem assédio perdem autoestima ou confiança.
  • 37% das meninas de minorias étnicas relataram ter sido assediadas por causa de etnia ou raça.
  • 56% das meninas LGBTQIA+ relataram assédio por causa da identidade.

O mundo precisa deixar de normalizar a violência on-line. Queremos que as plataformas sejam aliadas, ouçam nossas experiências e criem mecanismos de denúncia mais fortes, que responsabilizem os agressores.

A hora de agir é agora.

#ConectadasESeguras #FreeToBeOnline

Assinam:

Zahra, 17 anos, Finlândia
Madjidath, 20 anos, Benin
Yande, 16 anos, Zâmbia
Neha, 18 anos, Nepal
Deisy, 18 anos, Colômbia
Sessi, 22 anos, Benin

Texto baseado na campanha da Plan International. Site oficial: plan.org.br. Data de acesso: 16 jul. 2021.

A modalização na carta aberta

Relembre algumas noções sobre modalização lendo o quadro a seguir.

Você já estudou

A palavra modalização vem de modo: trata da atitude do falante em relação ao que comunica. Envolve marcas de juízo e de valor que intensificam ou atenuam o discurso.

Nenhuma interação comunicativa é neutra: usamos recursos linguísticos para exprimir dúvida, certeza, emoção ou ênfase — desde a escolha lexical e a ordem das palavras até tempos verbais e pontuação expressiva.

Na argumentação, a modalização é estratégia para conduzir o leitor a uma conclusão, ao decidir como descrever personagens e situações.

Entre os recursos de modalização, destacam-se:

  1. Substantivos, adjetivos e verbos que carregam juízos de valor.
  2. Advérbios e expressões adverbiais que marcam atitudes de certeza, dúvida, possibilidade, necessidade etc.
  3. Modos verbais: o indicativo tende a marcar certeza; o subjuntivo, dúvida ou hipótese.
  4. Verbos auxiliares como poder, dever e ter de.
  5. Construções do tipo ser + adjetivo (“é certo que…”, “é possível que…”).
  6. Na oralidade, entoação e linguagem corporal; na escrita, pontuação e uso de maiúsculas, entre outros.

Resumo